quarta-feira, 23 de julho de 2008

Descida de Rio

Entre os passados dias 16 a 20 de Julho de 2008 o Grupo Pioneiro 26 realizou uma actividade de descida de rio, desde Dornes a Rio Cimeiro.

O dia 16 começou bem cedo para os elementos que participaram na actividade, mas ao que pareceu não cedo o suficiente, pois apesar da meia-hora de margem de manobra para as chegadas à estação da Rede Expresso de Sete Rios, alguns elementos chegaram depois das 7h00, hora de partida do autocarro, obrigando assim o Grupo a esperar mais de 11 horas pelo autocarro seguinte, que partia às 18h00. Valeu ao Grupo a simpatia do condutor, que o deixou no ponto mais próximo possível do campo onde ficou nas duas primeiras noites. Chegados à Ereira, onde se localiza a quinta do senhor Henrique, pai da dirigente Rita Luís, o Grupo montou campo, jantou e arrumou o seu material, a sua loiça e o espaço que utilizou, mas logo a seguir mais uma desilusão aconteceria: a tentativa de passar o resto da noite num café local saiu frustrada, mas isso não impediu o Grupo de se divertir com um jogo que lhe foi ensinado pelos dirigentes presentes, Filipe Lá Féria e Nuno Rodrigues. Quando chegou a hora, o Grupo voltou para campo e, depois da oração, deitou-se.

O dia seguinte começou com a missão de arranjar madeira para construir a estrutura das jangadas. E a isso o Grupo se dedicou toda a manhã, dirigindo-se a um eucaliptal próximo que tinha sido desbastado devido ao perigo de incêndio, e ao facto de um incêndio ter devastado aquela zona. Depois desta manhã cansativa, a tarde foi passada a experimentar a construção da estrutura para as jangadas. O final de tarde foi passado com os banhos e, depois do jantar, o Grupo dirigiu-se para o mesmo local da noite anterior, para assistir a uma animação preparada pelos elementos Filipe Torres e David Francisco. De novo se dirigiu para campo para adormecer e ganhar energias para um novo dia.

A manhã do dia 18 foi passada numa caminhada em direcção ao Lagar de São Guilherme, onde o Grupo iria passar a noite seguinte. Depois da chegada, da instalação, da montagens das tendas e do almoço, o Grupo foi até Dornes, passar a tarde numa praia fluvial. regressou ao fim da tarde para tomar um duche e jantar. Durante este chegaram os dirigentes Carlos Vieira, Rui Madeira, Paulo e o seu colega Carlos, para transportar a madeira e as bóias para o lagar e aí passarem a noite com o Grupo, de maneira a assistirem no dia seguinte. O Grupo entrou noite dentro com uma reflexão preparada por David Francisco, e foi descansar e ganhar forças para um dia que se adivinhava cansativo...
O dia 19, o da tão aguardada e preparada descida de rio, começou para o Grupo às 6h00, e depois do lagar estar pronto a ser abandonado, este dirigiu-se para a praia fluvial de Dornes, onde construiu as suas jangadas. Quando prontas para a partida, e já com o sinal prestes a ser dado, uma das bóias da jangada da Equipa Camaleão rebenta, o que poderia ser um presságio do resto do dia. Dificuldades de movimentar a jangada e falta de vontade dos elementos da equipa fizeram com que a Equipa não desse o litro, e fosse ficando cada vez mais para trás. A dada altura juntou-se com a Equipa Lince, fazendo assim o Autocarro-jangada, mas acabou por desistir. A Equipa Leão foi a vencedora da corrida de jangadas, seguida da Equipa Castor e da Equipa Lince. A Equipa Camaleão não terminou a corrida. A noite terminou com um curto Fogo de Conselho, foi na margem do rio que o Grupo passou a última noite no rio Zêzere.

O dia 20 foi para arrumar tudo e regressar a Lisboa. Às 19h30, depois de arrumado o material, deu-se por encerrada a actividade.

Foi um acampamento com boas actividades, mas com um fraco espírito de trabalho. O Grupo não pensava em si, nem percebia a necessidade de trabalhar para se ter o que era necessário. Os atrasos e as constantes conversas acerca da falta do voluntariado e do espírito de iniciativa em prol do Grupo mostraram isso mesmo.


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